sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Insônia
Não precisava. A gente só se beijou mais um pouco, e eu sabia muito bem que eu não queria mais nada. Estava tão bom assim, por que complicar? [...] Ela me diz que a gente tem que confiar em quem gosta da gente, que o que interessa é a qualidade da relação, que em vez de ter medo dos outros, a gente tem é que ser bom, tão bom que a pessoa que está com a gente não queira mais nada. Acho que ela está certa, mas é que todo mundo é assim, quero dizer, faz cenas de ciumes, parece que se a gente não faz isso é porque não gosta. Porque eu gosto dele, gosto mesmo. Como gosto. [...] Daí em diante é só deixar as coisas seguirem normalmente, sem planos, porque eu não gosto de planejar demais a vida, acho que a gente precisa de umas surpresas de vez em quando. Fico olhando pra eles, pra minha família querida, e penso em como eu acho eles especiais. [...] Agora pensei numa coisa engraçada. Um dia desses, eu vou descer aquela escada pro café da manhã, bem como meu pai e a Dea fazem todo dia, ela toda embrulhada num dos pijamas dele, que ficam enormes pra ela. Um dia desses vai ser a minha vez de descer a escada, e talvez o Dani desça comigo. [...] É pra isso que serve a família, eu penso. Pra ajudar a gente a fazer massa no ponto, e pra ajudar a gente a ser feliz.
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