Minha garganta hesita, mas a boca fala... A boca fala do que o coração está cheio.
Cheio de amor, des-amor.
Saudades,
saudades batem no peito como fortes marteladas ao prego, ó meu querido prego.
Bata em minha cabeça e derrube-a de vez em meu pensamento, fazendo-a com que caia de vez ao chão e me faça parar de flutuar, no seu ar de amor, o ar em que eu respiro; e seguro dentro de mim para que dure cada vez mais, cada minuto uma hora, cada hora um dia, cada dia uma semana, cada semana um mês, cada mês um ano...
Quando decidir voltar traga junto meu ar, preciso colocar os pés no chão e a mente á funcionar, de amor, não dá.
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