Não sei qual deveria ser a palavra certa pra classificar tudo que eu senti naquele dia, era culpa, ódio, dor... foi tudo ao mesmo tempo, sentia prazer mais queria dormir, sentia culpa mais não parava de rir. E embora eu tentasse me explicar ninguém entendia, só queriam com que eu me sentisse bem, que eu vomitasse ou me deitasse e eu por vez só sabia desobedecer. O mais dificil é não saber distinguir a realidade do surreal, não saber se aconteceu ou como aconteceu, em minha mente só vem flash's de cada momento e o que mais dueu foi sentir minhas pernas tremerem e meu corpo cair tudo pareceu em camera lenta e meu rosto tocou o chão... chão sujo e molhado, me senti um lixo, uma fracassada, ouvia sussuros de gritos pedindo ajuda, é tudo que eu consigo lembrar. Eu brigava comigo mesma, um lado totalmente bem e consciente dos atos errados que queria dominar, mais o lado ruim era mais forte me deixará impossibilitada de até mesmo segurar um copo, que se quebrou dentro da privada. Dentro daquele carro, estava sendo tocada por um desconhecido... serei verdadeira me deu prazer e foi bom, mas, eu só queria ir embora, cada curva que o carro fazia no meio daquele matagal era uma lagrima que caia de medo, medo de morrer, era de ódio, ódio de ser fraca a ponto de fazer tamanha burrice, ao ver o onibus vir em nossa direção eu só ouvi gritos e eu juro, eu vi a morte de perto.
A dor de ser fraca, incompetente e irresposável, foi pouco do que senti.
Talvez seja um momento pra se envergonhar e não tornar a repetir... mas é mais do que uma certeza que isso vai se repetir, vai ser bem pior e eu posso nunca mais voltar.
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